Curitiba / PR - terça-feira, 26 de setembro de 2017

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10 coisas que voce precisa saber sobre o Pé Diabético

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   Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns em quem tem diabetes mal controlado. Calcula-se que metade dos pacientes com mais de 60 anos apresente o chamado "pé diabético". Uma doença que pode ser evitada.

   Tais alterações podem causar neuropatia: ulceras; infecções; isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer, em geral, quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratato o pé diabético pode levar à amputação. Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros do Brasil têm como causa o diabetes mal controlado. 

   Manter a taxa glicêmica sob controle e fazer exames de controle são fundamentais para evitar tais complicações.

  1. As pessoas com pé diabético têm sintomas como formigamentos; perda de sensibilidade local;dores; queimação nos pés e nas pernas; sensação de agulhadas; dormência; além de fraqueza nas pernas. Tais sintomas podem piorar à noite, ao deitar. Normalmente a pessoa só se dá conta quando está num estágio avançado e quase sempre com uma ferida, ou uma infecção, o que torna o tratamento mais difícil devido aos problemas de circulação.
  2. Os sintomas são mais frequentes após alguns anos com o diabetes mal controlado. Muitas pessoas passam a apresentar problemas de diminuição da circulação arterial e de sensibilidade em pés e pernas.
  3. A prevenção é a maneira mais eficaz de evitar a complicação. A medida principal é manter os níveis de glicemia controlados; exame visual dos pés, diário; e avaliação médica periódica.
  4. 4. Pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 devem passar regularmente, por uma avaliação dos pés.
  5. O paciente deve examinar os pés diariamente em um lugar bem iluminado. Quem não tiver condições de fazê-lo, precisa pedir a ajuda de alguém. Deve-se verificar a existência de frieiras; cortes; calos; rachaduras; feridas ou alterações de cor. Uma dica é usar um espelho para se ter uma visão completa. Nas consultas, deve pedir ao médico que examine os pés. O paciente deve avisar imediatamente o médico sobre eventuais alterações.
  6. É preciso manter os pés sempre limpos, e usar sempre àgua morna, e nunca quente, para evitar queimaduras. A toalha deve ser macia. É melhor não esfregar a pele. Mantenha a pele hidratada, mas sem passar creme entre os dedos ou ao redor das unhas.
  7. Use meia sem costuras. O tecido deve ser algodão ou lã. Evitar sintéticos, como o nylon.
  8. Antes de cortar as unhas, o paciente precisa lavá-las e secá-las bem. Para cortar, usar um alicate apropriado, ou uma tesoura de ponta arredondada. O corte deve ser quadrado, com as lateria levemente arredondadas, e sem tirar a cutícula. Recomenda-se evitar idas a manicures ou pedicures, dando-se preferência a um profissional treinado, o qual deve ser avisado do diabetes. O ideal é não cortar os calos, nem usar abrasivos. É melhor conversar com seu médico sobre a possível causa do aparecimento dos calos.
  9. É melhor que os pés estejam sempre protegidos, inclusive na praia e na piscina.
  10. Os calçados ideais são os fechados, macios, confortáveis e com solados rígidos, que ofereçam firmeza. Antes de adquiri-los, é importante olhar com atenção para ver se há deformação. As mulheres devem dar preferência para saltos quadrados, que tenham no máximo, 3 cm de altura. É melhor evitar sapatos apertados, duros de plástico, de couro sintético, com ponta fina, com saltos muito altos e sandálias que deixam o pé desprotegidos. Além disso, recomenda-se não utilizar calçados novos, por mais de uma hora por dia, até que estejam macios

Fonte: Site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia